A Escola Profissional de Braga tem sido reconhecida, ao longo da sua já longa existência, como uma instituição de referência na formação profissional e tecnológica, procurando dar respostas às necessidades sociais, culturais e económicas da região. É uma Escola com um projecto específico, com uma prática de modernidade e servida por um corpo docente conhecedor do contexto sócio-económico que se afirma no terreno da profissionalidade.
Nem sempre as condições de trabalho foram as ideais: instalações precárias e dispersas, salas de aula mal apetrechadas, serviços de apoio rudimentares que, no entanto, nunca foram um obstáculo intransponível à vontade colectiva dos elementos da comunidade educativa. Há dois anos, reconhecendo o inestimável contributo da Escola no tecido industrial e comercial da região, a sociedade”EPB - Escola Profissional de Braga, Lda”, avançou para a construção de um novo edifício que pudesse potenciar sinergias entre a qualidade das infra-estruturas e a forte aposta na componente técnico - pedagógica. Temos, agora, a responsabilidade de continuar a garantir-lhe uma identidade própria, impulsionada por uma poderosa intencionalidade formativa, de onde não se poderá apagar a memória do que fomos, sentir o que somos, mas que seja também o tempo e o espaço do futuro. Estamos unidos na criação de um ambiente escolar positivo que dê expectativas de sucesso, confiança e orgulho de pertencer a esta Escola.
Nas nossas linhas orientadoras de actuação nunca poderemos entender a escola e a vida em separado, com ritmos alheios e dessincronizados mas, pelo contrário, inscrevê-la como célula integrante de um todo, respondendo de modo articulado ao pulsar do meio social, económico e cultural em que se insere. Só assim a Escola poderá sobreviver e justificar a sua função num tempo que corre célere e não se compadece com limitações espácio-temporais. Em contacto com a realidade, os nossos alunos tomarão consciência do seu papel de agentes dinâmicos de transformação e todos nós teremos de estar directamente implicados neste processo para regatearmos a nossa autonomia. Se não conseguirmos manter a credibilidade da instituição, assente no rigor e na qualidade da formação nada ou pouco poderemos reivindicar. Pelo contrário, se definirmos correctamente as nossas prioridades, apoiadas num trabalho de equipa, na determinação, na competência, na transparência das nossas atitudes mais facilmente poderemos regatear a defesa dos nossos objectivos e a sua importância no nosso destino colectivo. O nosso ensino terá obrigatoriamente que acompanhar os avanços tecnológicos e científicos, preparar os nossos alunos para enfrentarem novos desafios, novos valores e onde cada um tenha um papel activo, reflexivo, responsável numa sociedade cada vez mais exigente. No entanto, nunca nos devemos esquecer que, e cito Vitorino Magalhães Godinho “ A rentabilidade social da educação e instrução tem de medir-se em termos de dignidade e felicidade dos homens.”
[2012-02-16]
[2012-02-10]
[2012-02-08]